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Misturas de Alguidar - Livros - Música - Escrever - Estilo...a Eclética.

Misturas de Alguidar - Livros - Música - Escrever - Estilo...a Eclética.

Light Years

pegamos com a mão no pé, descobrimos os dedos. temos menos de um ano. 

o pé toca na areia e delira no mar, és menina do mar para sempre.

num repente já estamos no ballet e o cabelo ralo cresceu. somos menina com o sonho de dançar, dançar, dançar, dançar.

aos 5/6 anos aprendemos a escrever e a ler, e damos de caras com uma patinadora num ringue de glitter a brilhar em piões, fazemos uma fita com a mãe - é aquilo que quero para sempre! Passamos a ter aulas, fazemos amigos para sempre não presentes mas guardados no coração. Treinamos desde essa idade com a selecionadora nacional e somos federadas.

A música entra na nossa vida, cheia de glória como o nome da professora do coro. Escrevo a minha primeira canção. Começo a minha coleção de cd's.

Começo a destacar-me nas composições a português (desculpam-me os erros gramaticais e disléxia e deixam-se fluir). 

Mergulho na biblioteca em casa da avó cheia de livros de historia e política. e todos os clássicos de Camilo Castelo Branco. Descubro o Sherlock do meu tio, a Agatha Christie da minha mãe...nomes desconhecidos hoje tão tão conhecidos em estantes cheias. Leio, leio, leio. Basta-me ler.

Volto às aulas de ballet contemporâneo. Convenço a Mariana a vir comigo. Abrem uma turma especial só para as duas. treinamos no duro e obrigam-nos a sentar em cima uma da outra se uma não faz esparegata completa num dia mais tenso ou cansado.

Faço uma coreografia para a apresentação de grupo da Patinagem. E resolvo aprender surf e entrar em aulas de pré-competição. (Laura...saudades).

Aprendo a tocar guitarra, tenho aulas de formação musical, aprendo a ler pautas, a escrever em pautas, tenho aulas de canto lírico, com a professora Carla do São Carlos.

O móvel do meu avô...Bach, Debussy, Tchaikovsky, The Beatles, Bob Dylan, Johnny Cash. 

Fado, que por influência sigo o meu caminho - Carminho.

Aos 14 recomeçara a escrever de novo, agora aos 19 prolonga-se o ritual.

Dou espaço ao Amor. O meu Amor. Aprendo que não se morre de Amor. Volto para o meu Amor.

Escrevo, escrevo, escrevo, escrevo, rodeada de livros e caracteres.

Aos 31, morro de medo de ser banal. Não no sentido convencido; mas que a vida caia no 9 to 5; pois no caminho em que sempre respirei artes e drama pelos poros, claves e colcheias, palavras e rimas...não há espaço para o casa-trabalho, trabalho-casa.

Escrevo noite fora. Acordo tarde. Escrevo pela madrugada, deito-me cedo. Estou a encontrar o meu ritual.

e literalmente, morro e renasço cada vez que ouço esta canção - "light years" - The National

 

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